Martha Rodrigues

Uma voz profética na minha geração

Segredos e mentiras na família 13/03/2009

Arquivado em: Família — Martha Rodrigues @ 2:11 am

A humanidade não é capaz de suportar muito a realidade, segundo T.S. Eliot. “Seja, porém, o vosso sim, sim e o vosso não, não; o que passar disto vem do maligno” (Mt. 5.37).

Onde a família deposita suas “mazelas”? Existe um espaço para reflexão das famílias onde possam expressar seu sofrimento? A igreja deveria ser este lugar, mas ela e constituída de famílias tão saudáveis, felizes, quase perfeitas, que não acolhe a ferida, maltratada, desagregada. Seus membros são forçados a desempenhar um papel onde tudo está bem, em completa harmonia. Há cumplicidade e um alto custo pago para manter em segredo qualquer situação que macule sua família. Muitas pessoas adoecem em nome da manutenção de um segredo familiar. Grande é o poder que esta instituição sagrada possui de ostentar uma máscara familiar. Uma é a família que se apresenta, outra é a que se vive, de fato.

Existem segredos que mantêm a família unida, não importando o custo dessa lealdade. Os mais comuns são abuso sexual, infidelidade e adultério. São segredos mantidos por longos anos, que atravessam gerações, para não desagregar a família. Julga-se que não haverá compreensão e principalmente perdão para a transgressão. Uma mentira precisa de outras tantas para ser mantida. Isso se torna uma bola de neve, insuportável. A culpa encontra-se bem presente. O sofrimento e o isolamento são as formas de se penalizar. A pessoa fica escravizada para se punir. Quando alguém corajosamente rompe com o silêncio, e apresenta o que estava velado, sofre conseqüências impostas por toda a família. Às vezes, a verdade é muito dolorosa, e a mentira é tão conveniente que se torna o caminho mais fácil. Mas o padrão de uma vida que busca a santidade é deixar a mentira e falar a verdade, segundo Efésios 5.25.

Existem muitas opções para os cristãos lidarem com passado, mas o resultado não é atraente: Perdão e esquecimento – negação; amor imposto – conformismo; cura rápida – passividade irresponsável. Não é difícil entender porque cristãos que sofreram abusos preferem ficar fora da igreja ou aprender por si próprios sobre como lidar com a situação, fazendo de conta que ela não existe. O que a igreja deve fazer? Quais seriam as formas de intervenção? E para a prevenção? A igreja está atenta educando as crianças e adolescentes a fim de que se protejam? As famílias estão preocupadas em orientar de maneira esclarecedora seus filhos? Existe um segredo em sua família que perpassa as gerações? Ore, buscando a direção de Deus para tratar a situação. O segredo pode ser um fardo para todos e Jesus quer dar vida (Jo 10.10).

 

Família, instituição divina 14/02/2009

Arquivado em: Família — Martha Rodrigues @ 1:54 am
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A família é criação de Deus e não invenção humana. Ele cria homem e mulher (Gn. 1.26,27), semelhantes que podem interagir entre si (Gn 2.18,20-22). Ele dá condições físicas e emocionais para que o casal forme a primeira família (Gn 4.1,2; 5.1-4). A primeira instituição social – a família – Deus a criou com o propósito de oferecer as pessoas realização pessoal e espaço onde possam vivenciar a felicidade. Através dela, o ser humano cumpre seu papel social. Neste plano traçado por Deus, é necessário que todos os membros da família estejam conscientes da responsabilidade pessoal para a vida nesta comunidade. As atitudes de um afetam todo o sistema familiar. A primeira família exemplifica os impactos sofridos pela desobediência de Adão e Eva e, mais tarde, a violência, fruto da inveja de um filho contra o outro. (Gn 3.1-19; 4.3-16)

Para Ackerman, “a família é uma instituição tão antiga como a própria espécie humana. A família é um todo orgânico, um sistema de interação que supera e articula dentro dela os vários componentes individuais”. Está presente em todas as sociedades conhecidas, e é denominada a unidade social básica. Entre as instituições sociais, ela é considerada a mais importante. Muitas definições se referem à estrutura social, mas todas incluem dois componentes que caracterizam a família: consangüinidade, pessoas ligadas pelo sangue, e laços conjugais ou afinidade.

Segundo Minuchin, a família dá ao homem um sentido de pertencimento (pertencer a este ou àquele grupo familiar; remete a origem) e ao mesmo tempo um sentido de ser separado (sabendo viver a individualidade). Como em todo relacionamento, através da família desenvolve-se um aprendizado para a vida, e que se reproduz em outros tipos de relacionamentos. Nela, o ser humano tem as primeiras impressões do mundo, e começa a se diferenciar do outro. Cada membro aprende e desempenha diferentes papéis.

Alguns acreditam em um modelo ideal de família. Lutam para se encaixar nele e frustam-se ao perceber que isso não e possível. Deus não exige estrutura familiar certinha para abençoá-la. Ele busca famílias dispostas a serem transformadas de dentro para fora. O modelo do Jardim do Éden foi contaminado pelo pecado. Portanto, era necessário reconhecer a situação onde a família estava, e lutar por uma mudança, começando de dentro para fora. Saber lidar com os conflitos, limitações e pecados, é o caminho para se transformar em família saudável, e não perfeita. Esta última não mais existe por causa do pecado. E, para terminar, dois segredinhos básicos: siga os princípios bíblicos e trate os seus familiares da maneira como você deseja ser tratado por eles.

“Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união.”

 

FELICIDADE 10/02/2009

Arquivado em: Reflexão — Martha Rodrigues @ 12:52 am
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O evangelho de Jesus Cristo tem sido oferecido como mais um produto no “mercado da felicidade”, em cujo balcão encontram-se terapias, livros de auto-ajuda, dietas e academias, sorteios milionários, cartões de crédito, inúmeras religiões e muitos outros artigos sedutores. Mas, como Jesus nunca prometeu felicidade, trata-se de propaganda enganosa, em que não se tem a satisfação garantida nem o dinheiro de volta.

Muitos cristãos têm perseguido um objetivo diferente daquele proposto por Cristo para a vida. A busca pela felicidade ou a felicidade como objetivo principal da vida é próprio do pensamento e prática dos que não têm compromisso com Deus. Quando observamos cristãos tão ansiosos para resolverem os seus problemas, ou para se livrarem de seus sofrimentos ou alcançarem os ideais de bem-estar, percebemos a inversão de valores e prioridades em suas existências. A situação é mais preocupante quando observamos líderes cristãos, igrejas e a mídia evangélica, alardeando e propagando a busca pela felicidade, apontando Cristo como aquele que resolverá todos os problemas e garantirá a satisfação de todos os desejos pessoais. É o “Evangelho segundo Aladim”, em que Jesus e o gênio da lâmpada. Encontrem-no e façam seus pedidos!

Poderíamos dizer que tal distorção do evangelho deve-se ao contexto histórico brasileiro, onde a necessidade de salvação da cidadania, do bem-estar, da qualidade de vida prevalece sobre a necessidade de salvação espiritual do Evangelho genuíno. Mas poderíamos lembrar também que o contexto histórico onde surgiu Cristo, da Judéia, sob o domínio romano, não era muito diferente do nosso, se considerarmos a injustiça social, a corrupção política e a concentração da riqueza, responsáveis pela produção maciça de marginalizados, entre mendigos, viúvas, órfãos, deficientes físicos, trabalhadores mal assalariados. Entretanto, não obstante Jesus ter aliviado o sofrimento de muitos mediante curas milagrosas, jamais se desviou do foco de sua missão que era a salvação espiritual do homem. Ele não fez concessões às pressões para que se tornasse o messias militar, que libertaria Israel de seu jugo, e, que, enfim, traria a felicidade para os judeus. (Jo 18.36,37).

Onde estou querendo chegar com todo esse bla bla bla? Que afinal o cristão é um “pobre coitado”, cuja sina nesta vida é apenas sofrer? De modo nenhum. Temos apenas de colocar a felicidade em seu devido lugar. A felicidade na Terra é possível apenas parcialmente, sempre instável por causa dos sofrimentos que a vida impõe. O cristão tende a experimentá-la de forma mais constante em forma de satisfação interior, como subproduto de uma vida missionária (Fp 1.12-21). O não-cristão, ao contrário, embora também possa experimentá-la, tende a sofrer mais devido as conseqüências cumulativas do envolvimento ativo com o pecado, pois “um abismo chama outro abismo” (Sl 47.7).

A vida verdadeiramente cristã tem como sentido a missão, que é o serviço individual e coletivo prestado a Deus no mundo. A felicidade não deve ser uma finalidade na vida cristã, mas um efeito secundário do cumprimento da missão. Missão e felicidade às vezes se entrechocam, cabendo ao cristão fiel cumprir a sua missão a despeito de possíveis prejuízos a sua felicidade (2 Co 11.16-30). No final de tudo, a recompensa é certa, e será não a felicidade fugaz e relativa desta vida terrena, dependente de condições exteriores favoráveis, mas a felicidade eterna e absoluta, em uma condição existencial de plena comunhão com o Senhor, o que elimina a possibilidade de dor e lágrimas (2 Co 4.16-18; 5.1-4; Ap 21.4).

Quem tenta atingir a felicidade total nunca a alcança. Ela é um alvo móvel e fugidio como uma miragem: quanto mais se aproxima dela mais ela se afasta. Mas como para o cristão a felicidade não é um alvo, por isto mesmo, está mais próximo de atingi-la. A missão é o seu alvo, e o seu fim. O seu slogan não deve ser “PARE DE SOFRER”, mas “SOFRER POR CRISTO”. Ele sabe que vale a pena esperar pelo “lá e então” e encontra satisfação em servir a Jesus no “aqui e agora”, com a percepção de estar vivendo na presença de Deus, que é experiência inconfundível e incomparável para os que a experimenta, a mais sublime que um homem pode fruir, prelúdio e aperitivo do céu.

 

Oração-modelo 17/01/2009

Arquivado em: Oração — Martha Rodrigues @ 2:52 pm

Jesus nos deu a mais clara instrução sobre como trazer a realidade do Seu mundo para este. Os generais do avivamento nos têm falado já há séculos que “se orarmos, Ele virá!”. A oração bíblica é sempre acompanhada por uma obediência radical. A oração com obediência será sempre respondida por Deus liberando a natureza do céu para as nossas debilitadas circunstâncias.

O modelo de Jesus revela quais são as duas verdadeiras prioridades da oração: a primeira é a intimidade com Deus, o que se expressa na adoração – santificado seja o teu nome; a segunda é trazer o Seu Reino à terra, estabelecendo o Seu domínio sobre as necessidades da humanidade – venha o teu Reino.

Enquanto nos preparamos para examinar esta oração, permita-me destacar mais um pensamento que nos ajudará a compreender melhor o propósito que está por trás da oração. Como discípulos, somos tanto cidadãos como embaixadores de um outro mundo. A nossa tarefa é pra ser feita aqui nesse mundo, mas o nosso lar não está aqui. O nosso propósito é eterno. Os recursos necessários para completar a nossa tarefa são ilimitados. As únicas restrições são as que se acham em nossa mente. Examinemos agora a oração de Mateus 6. 9-13, começando com a primeira frase:

“Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome;”

O título PAI é um título de honra e um chamado para um relacionamento. Para sermos verdadeiros adoradores, tudo o que precisamos saber é o que Deus fez para tornar possível que O chamemos de “Pai nosso”. Santificado significa respeitado ou reverenciado. É também uma expressão de louvor. No livro de Apocalipse, fica claro que as principais atividades do céu ficarão patentes em nosso estilo de vida.

A adoração deve ser a nossa maior prioridade no ministério. Tudo o mais que fizermos será influenciado por quanto nos empenhamos em adorar ao Senhor. Ele habita em nosso louvor. Nossa tradução expressa isso da seguinte maneira: “Tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel”. E Deus responde literalmente com uma invasão do céu na terra através da adoração do crente.

“Venha o teu reino; Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.”

Este é o ponto principal para toda oração. Pois o que existe no céu é pra ser liberado na terra. O cristão, através da oração, é que faz com que o céu se expresse aqui neste mundo. Quando o crente ora de acordo com a vontade revelada de Deus, a fé se torna precisa e voltada para um só alvo. A fé apropria-se da realidade do céu. E uma fé permanente não a deixa escapar. Uma invasão assim faz com que as circunstâncias terrenas se alinhem com as celestiais. Tudo o que acontece aqui é para ser uma sombra do céu. Em contrapartida, toda revelação que Deus nos dá sobre o céu. Em capacitar-nos a nos concentrarmos na oração.

Até que ponto Deus tem como propósito manifestar aqui na terra as realidades do céu? Por certo, ninguém sabe. Mas sabemos, pela história da Igreja, que é bem mais do que a nossa mente possa ter imaginado.

Podemos ver a vontade de Deus na Sua presença reinando entre nós, pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”. Sempre que o Espírito do Senhor esteja demonstrando o Senhorio de Jesus, o que resulta é liberdade. Ainda, um outro modo de expressar isso é: “quando o Rei dos reis manifesta o Seu domínio, o fruto desse domínio é LIBERDADE”. Essa é a esfera à qual nos referimos como O Reino de Deus. O Senhor, em resposta a nossos clamores, traz o Seu mundo para dentro do nosso.

Por outro lado, aquilo que não tem a liberdade de existir no céu tem de ser amarrado aqui. Mais uma vez, é através da oração que temos que exercer a autoridade que nos foi dada. “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra será ligada nos céus; e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16.19). Podemos amarrar ou liberar aqui na terra aquilo que já estava amarrado ou liberado no céu. Novamente, o céu é o nosso modelo.

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.”

Será que há alguém passando fome no céu? É claro que não. Pedir o pão é uma aplicação prática de como o Domínio do Senhor deve ser visto aqui na terra – suprimentos em fartura. O abuso de algumas pessoas na área da prosperidade não nos dá o direito de abandonar as promessas de Deus em relação a prover com abundância a Seus filhos. Ele tem o maior prazer em fazer isso. Pelo fato de haver provisões completas e perfeitas no céu, tem de haver o mesmo aqui. O céu é o padrão para o mundo material do cristão – o suficiente para satisfazer aos desejos que vieram de Deus e suficientes para “toda a boa obra”. A nossa base legal para recebermos as provisões de Deus provém do modelo celestial que nos foi dado em Cristo Jesus: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” Segundo o quê? Sua riqueza. Onde? Em glória. Os recursos do Céu são para nós, aqui e agora.

“E perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.”

Há falta de perdão no céu? Não! O céu nos dá o modelo para os nossos relacionamentos aqui naterra. “Sede uns para os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” Esses versículos deixam bem claro que o nosso modelo é Jesus Cristo, Aquele que subiu à destra do Pai, Aquele cujo Reino procuramos. Mais uma vez esta oração descreve um modo prático de como orar para que a realidade do céu tenha efeito sobre o planeta terra.

“E não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal.”

Não há tentação nem pecado no céu. Nem há lá qualquer vestígio do pecado. Ficar longe do pecado é o que nos mostra, na prática, que estamos sendo dirigidos pelo nosso Rei. Esta frase da oração não significa que Deus quer nos tentar. Sabemos, de Tiago 1.13, que Deus a ninguém tenta a cometer pecado. Orar desse modo é importante porque nos faz encarar a necessidade que temos da graça; e ajuda-nos a alinhas o nosso coração com o céu, em total dependência de Deus. O Reino de Deus nos dá o modelo para as questões do coração. Esta parte da oração é na verdade um pedido para que Deus nos promova para uma posição acima do que o nosso caráter consegue dominar. Às vezes a nossa unção e os nossos dons, mas não o nosso caráter, estão prontos para terem uma responsabilidade maior. Quando esta promoção ocorre cedo demais, o impacto dos nossos dons nos coloca em destaque, numa situação que favorece a nossa queda.

A oração livra-nos do mal, como normalmente é traduzida, na verdade significa livra-nos do maligno. Um coração modelado de acordo com o céu tem muito sucesso na guerra espiritual. É por isso que está escrito: “Sujeitai-vos a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

Jesus pode dizer, com respeito a satanás, que ele: “nada tem em Mim”. O crente deve ser totalmente liberto de toda opressão satânica e de tudo o que o diabo traz. É isso que se pede nesta oração.

“Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”

O Reino de Deus pertence a Ele. E é por isso que somente Ele pode nos dar o Seu Reino. Quando declaramos esta verdade, passamos de uma simples declaração para um ato de louvor! Por toda parte nas Escrituras ouvimos declarações de louvor semelhantes a esta, contida no modelo de oração que o Senhor, que declara que toda glória e todo poder pertencem a Ele.

Mais uma vez, esta oração tem dois objetivos: (1) Servir a Deus a partir de um relacionamento pessoal com Ele; e (2) trazer a realidade do Seu reinado (o Reino) à terra.

Um esboço do texto de Mateus 6. 9-13 mostra-nos como acessar o Reino através da oração:
1 – Louvor e adoração
2 – Orar pelo céu na terra
* Ação do céu sobre necessidades materiais
* Ação do céu sobre o nosso relacionamento com o mal

3 – Louvor e adoração

 

Derrubando muralhas 17/01/2009

Arquivado em: Reflexão — Martha Rodrigues @ 12:52 am

“Jericó, uma das mais formidáveis cidades do mundo antigo, tornara-se o maior obstáculo para Israel desde sua saída do Egito. Era uma cidade fortaleza. Suas altas e fortes muralhas a tornavam, praticamente, indestrutível. Os habitantes daquela cidade tinham uma sensação de segurança que ninguém jamais poderia sentir em outro lugar. Apesar de parecer invencível, Deus a entregou a Josué. Não há nada, nem ninguém que consiga resistir ao poder e à soberania de Deus quando Ele decide agir em favor dos seus servos.

Josué e o povo obedeceram à ordem divina em todos os detalhes. Todo o Israel deveria marchar ao redor dos muros da cidade apenas uma vez durante seis dias consecutivos. No sétimo, deveriam esforçar-se muito mais, pois a marcha seria repetida sete vezes. Naquele estranho desfile iriam à frente os sacerdotes que conduziam a Arca da Aliança e os que tocavam as buzinas. A Arca era o sinal da presença e direção divina (Js 6.4). Enquanto os sacerdotes tranpostavam a arca sobre os ombros, os levitas tocavam as buzinas; um sinal legítimo da presença de Deus que lembrava a Israel que a vitória vinha do Senhor.Conforme a ordem divina, todos deveriam marchar em total silêncio. Era uma prova de fé e paciência (Hb 11.30). Todavia, a confiança nas promessas do Senhor e a certeza de que Jeová era um Deus de milagres, faziam com que Israel não desanimasse. A cidade seria tomada por fé e obediência à Palavra de Deus. A vitória que vence o mundo é a nossa fé (1 Jo 5.4).

Nos primeiros dias, talvez muitos tenham zombado daquela atitude absurda. Mas no sétimo dia, o povo marchou sete vezes ao redor das muralhas, e na última vez ao ouvirem o sonido das trombetas, todos, em uma só voz, gritaram com alarido e Deus cumpriu a sua Palavra.
Jericó e sua impiedade representam as forças do mal. A Bíblia afirma que o Senhor tem dado à sua igreja armas poderosas para destruir as fortalezas (2 Co 10.4). A igreja de Cristo, a exemplo de Israel está cercada de inimigos, mas todos eles perderão a batalha se soubermos usar nossas armas espirituais (Ef. 6. 10-13).

Fé em Deus e obediência aos seus desígnios são virtudes imprescindíveis àqueles que desejam superar todos os obstáculos da vida.

 

Surpresa! 13/01/2009

Arquivado em: Reflexão — Martha Rodrigues @ 12:43 am

Muitas têm sido as surpresas que Deus tem me feito! No dia 08 de janeiro comemorei mais um aniversário. Eu deveria estar na Alemanha nesta data. Mas, para minha felicidade, tive o prazer de estar com os meus pais, irmãos e amigos. Realizamos um culto de gratidão em minha casa e, além de todos os convidados, recebi a visita de uma família que mora no meu coração e que faz parte da minha história. O Pr. Jonas Coelho foi quem me preparou para o batismo aos 8 anos de idade e, juntamente com sua esposa Dayse e seus filhos Welison e Janderson, sempre foram uma de minhas referências.
De todos os votos e palavras proféticas que recebi durante as comemorações, quero compartilhar as que mais resumem o que o Deus tem me falado nesses últimos dias:
“Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos:
Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo.
Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra e o fruto dos teus animais (…)
Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres.
O Senhor fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho sairão contra ti, mas por sete caminhos fugirão da tua presença.
O Senhor determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá o Senhor teu Deus.
O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva a tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não pedirás emprestado. O Senhor te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos do Senhor, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir.” (Deut. 28. 1-13)

Amanhã embarcarei para uma viagem missionária ao Ceará.
E seguem as surpresas…

 

Feliz 2000 INOVE 07/01/2009

Arquivado em: Reflexão — Martha Rodrigues @ 1:14 am

Cada virada de ano representa uma nova chance, um ponto de reflexão para muitas pessoas. Tempo de rever os planos, estipular os alvos, planejar, sonhar, pintar a casa, inscrever-se na academia, começar a dieta… Para não chegarmos ao fim de mais um calendário com uma lista de objetivos não alcançados, além do planejamento, é preciso estratégia e compromisso.

Em 2009 vou fazer aquele curso, vou aprender um novo idioma, vou ler mais a bíblia, orar mais, terminar de ler aquele livro, reformar a casa, economizar… a verdade é que antes da metade do ano, mal nos lembramos das promessas. E, mais uma vez, deixamos para o ano que vem. Agindo assim, os prejudicados somos nós mesmos.

Que este seja um início diferente. Que nosso maior compromisso seja buscar os propósitos de Deus para este ano e que Ele nos dê sabedoria e vida para que possamos chegar a dezembro com mais realizações do que as previstas. Mas se, pelo menos, cumprirmos tudo aquilo que deixamos “para o ano que vem” em 2008, já está de bom tamanho.

“Buscai primeiro o reino de Deus e todas as demais coisas serão acrescentadas.”

 

Bem-vindos! 04/01/2009

Arquivado em: Reflexão — Martha Rodrigues @ 5:49 pm

Resolvi começar o ano publicando meus rabiscos.